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Projecto WOMAN-II

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Objectives Objectivos
Network Rêde
Demo Demonstração

Projecto WOMAN-II

autor:
A. R. Genazzani
Gynaecologist - Project Coordinator
Última Revisão: 26/02/2003


A maioria das mulheres vive o tempo suficiente para chegarem a ser pósmenopáusicas. A tecnologia moderna e a ciência médica têm melhorado a saúde drasticamente, especialmente nos países industrializados. Como consequência, a média de esperança de vida da mulher em países desenvolvidos cresceu no último século dos 40 para os 82 anos. A idade média da menopausa em mulheres Ocidentais ronda os 51 anos, como tal, as mulheres vivem quase 30 anos das suas vidas (um terço da vida) no período da pósmenopausa.
A menopausa não é uma doença, mas pode estar associada a incómodos causados por sintomas tais como afrontamentos e perturbações do sono, uma diminuição da qualidade de vida e um aumento de riscos de doenças graves (osteoporose, doenças cardiovasculares, cancro do cólon, etc.). A menopausa afecta todas as mulheres e a esperança de vida é maior do que antigamente. Infelizmente, uma vida longa não significa melhor qualidade de vida, e por isso é que as decisões de saúde tomadas durante a menopausa são um aspecto importante da saúde pública: está provado que os custos associados às consequências da menopausa vão aumentar nos próximos anos e podem ser diminuídos com menor manejo da saúde da mulher.
Foi referido que a falta de informação útil e correcta é um dos grandes problemas para as mulheres que enfrentam a transição para a menopausa. O uso adequado da Internet pode ser uma forma perfeita para divulgar informação. Actualmente os portais relacionados com a saúde, são os sites mais frequentemente visitados da Internet, e geralmente os visitantes imprimem as informações encontradas para as analisarem e discutirem com os seus médicos de família. Há um grande número de portais que tratam o tema da menopausa.
Estes podem ser divididos em três grupos principais:

1. Portais criados por indústrias (indústrias farmacêuticas, indústrias de equipamentos biomédicos,...): estes portais oferecem habitualmente informação focalizada, e geralmente, apenas em inglês. Infelizmente a separação entre a informação e a publicidade não é muito clara;
2. Portais criados por associações nacionais e internacionais: o conteúdo destes portais é de muito boa qualidade, mas infelizmente estão apenas em inglês ou no idioma local;
3. Portais criados por indivíduo/grupo de médicos/mulher: a informação é normalmente no idioma local, é restringida e de baixa qualidade.
O Consórcio WOMAN considera que faz falta um portal europeu independente, que ofereça um conteúdo revisto e de alta qualidade em todos os idiomas europeus, relacionado com a saúde feminina em geral e com a menopausa em particular. No âmbito do projecto WOMAN, um projecto TAP com fundos da CE (1998-2000), criou-se o portal www.womanlab.com, em quatro idiomas, cuja informação é de boa qualidade tanto para a mulher como para os profissionais de saúde. Esta informação deve ser melhorada, actualizada e culturalmente traduzida para todos os idiomas europeus, no âmbito do WOMAN-II. É de conhecimento geral que os profissionais de saúde pedem a continuidade no cuidado e interacções entre os diversos provedores de saúde que trabalham no domínio da saúde feminina (ginecologistas, médicos de família e centros de menopausa).

As diferenças existentes em várias regiões europeias em termos de genética, cultura, dieta e factores ambientais podem influenciar a menopausa e as suas consequências em termos de morbi-mortalidade, e como tal, em termos de custos sociais e individuais. A troca e o intercâmbio de informações podem levar a discriminar entre as características comuns e locais das diferentes regiões europeias. Uma eficaz prevenção primária das causas principais da morbi-mortalidade, está ligada à sincera e activa participação da mulher. Esta participação e prevenção reduzirá não só os custos de saúde directos como também os custos indirectos ou por consequências devidas ao tratamento de doenças. Prevenindo o desenvolvimento de doenças sérias, é obviamente o desejado não só do ponto de vista médico, como do económico.

Há uma atenção crescente para com a menopausa e os problemas de saúde com ela relacionados, embora nem todos os médicos estejam de acordo quanto ao uso de tratamentos como a TSH (Terapia de Substituição Hormonal). De facto, alguns médicos e um grande número de mulheres pósmenopáusicas, consideram que a menopausa é um estado natural e sustentam que não há necessidade de tratamento algum. A grande maioria de utilizadoras de TSH, requerem-na para melhorar sintomas vaso motores (afrontamentos, problemas de sono, deterioração da função sexual) e para prevenção da osteoporose. São poucas as mulheres que têm consciência, por exemplo, da ligação existente entre a TSH e a prevenção de risco cardiovascular, uma vez que geralmente os seus médicos não estão informados acerca dos efeitos da menopausa e da TSH sobre o risco cardiovascular.

Por estas considerações, é evidente que um melhor entendimento dos problemas da menopausa está ligado à possibilidade de haver um acesso mais fácil à informação e dados, numa grande proporção da nossa população de mulheres pósmenopáusicas por toda a Europa, para que haja troca e comparação de experiências dos diferentes centros, oferecendo à mulher um sistema integrado de provedores de saúde altamente especializados.
No campo da menopausa e terapias relacionadas, são necessários estudos em grande escala na Europa, sendo necessária uma colaboração internacional bem organizada para garantir a qualidade e a quantidade necessárias para obter dados científicos significativos. Através da coordenação de estudos clínicos bem estruturados em mulheres sãs, bem como populações de risco específico, não só se estimula a investigação básica a nível europeu, como o objectivo dos investigadores é encontrar dados conclusivos, enquanto se resolvem aqueles temas de saúde sobre os quais ainda há perguntas. O projecto WOMAN I, criou uma inovadora História Clínica Electrónica (EPR) para recolher, manejar e trocar dados. A WOMAN EPR foi criada graças à experiência clínica de Centros de Menopausa de referência, usando tecnologia de inovação Java/XML, e representa um triunfo na criação de um verdadeiro nível europeu na recolha, elaboração e intercâmbio de dados de menopausa.

Foram criados outros serviços peculiares (conselhos online e entradas online), criando um ambiente de trabalho a nível de Internet, integrado e cooperativo.

Estes resultados já foram apresentados à Comunidade Investigadora. A EMAS, Sociedade de Andropausa e Menopausa Europeia e a Junta do Comité e Executiva, encontraram o consórcio WOMAN em várias reuniões e autorizaram oficialmente os resultados WOMAN. Decidiram considerar os resultados WOMAN como o padrão europeu, para, assim criar uma rede real para recolher dados e experiências de uma maneira homogénea.
A aprovação da EMAS é um triunfo muito importante e vai permitir a disseminação dos resultados e um consenso efectivo no mercado europeu. Uma grande parte dos sócios que estão a propor a WOMAN-II, pertencem ao Comité da EMAS. O consórcio WOMAN está a planear apresentar também o projecto WOMAN na IMS (Sociedade de Menopausa Internacional), para desse modo promover um padrão internacional real.
Os resultados obtidos com WOMAN estão actualmente "prontos para o mercado". Um pequeno número de desenvolvimentos posteriores é necessário para aplicar com êxito as soluções desenvolvidas no contexto WOMAN no mercado europeu. Neste sentido, a actividade mais importante para levar a cabo é a validação dos produtos e serviços WOMAN para um grupo usuário europeu.
O Consórcio tem como objectivo a obtenção de vantagens competitivas prematuras em relação a concorrentes americanos, e a possibilidade de ultrapassar barreiras para uma exploração de êxito. O trabalho a enfrentar consiste na adopção, afinação, adaptação ao cliente e uma melhoria dos resultados WOMAN disponíveis para as necessidades do utente europeu.

 
Quadro I: Factores da Menopausa que Afectam a Qualidade de Vida
  • perturbações vasomotoras e do sono
  • stress emocional e psicológico
  • queixas sexuais e genitourinarias
  • mudanças na imagem corporal
  • osteoporose: fracturas, lombalgia
  • DCV: angina
  • Doença de Alzheimer


 Referências
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Última actualização: 05/09/2003