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A pele oferece várias funções vitais para permitir que o organismo se adapte ao seu meio ambiente. Até certo ponto os perigos do meio ambiente como as agressões físicas, alterações osmóticas e de ácido base e o excesso de estímulos e térmicos podem ser contidos para evitar posteriores agressões ao corpo humano.
A epiderme fornece uma barreira contra a invasão microbiana enquanto que a derme através da sua rica rede neurovascular pode ajudar a controlar a temperatura corporal interna. A menopausa parece ter um efeito significativo nos componentes anatómicos básicos da pele. O tecido conectivo, que na maioria é colageno tipo I, é afectado significativamente pelo estado estrogénico da mulher. O colageno tipo I, através da sua grossura e moderada elasticidade dá uma relativa elasticidade à pele mantendo a sua integridade física e concomitantemente permitindo à pele que cumpra a sua função.
Os glicoaminoglicanos, outro componente do tecido conectivo, através das suas propiedades hidroscópicas absorve água dando lugar a uma certa quantidade de turgencia à pele. Tanto a capa epidérmica como a dérmica têm componentes do tecido conectivo e celular que estão significativamente influenciados pela menopausa. A espessura da epiderme diminui após a menopausa, a perda principal dá-se o primeiro ano da menopausa. Esta perda da espessura epidérmica recupera-se rapidamente após o tratamento com TSH. A espessura da derme mostra similarmente um declínio com a idade da menopausa. À semelhança da epiderme a derme torna-se mais grossa com a TSH.
Fora do tecido conectivo, há também capas de componentes celulares da pele que na sua maioria são os fibroblastos. Os fibroblastos mostraram ter receptores estrogénicos nas suas membranas celulares que respondem ao estímulo hormonal levando à produção de várias proteínas em particular o colageno tipo I.
O efeito favorável do estrogéneo tanto na epiderme como na derme está a ser investigado num esforço para utilizar a terapia hormonal para acelerar a cicatrização de feridas. Estudos pré-clínicos indicam resultados contraditórios sobre o papel dos estrogéneos na cicatrização de feridas. Isto pode ser devido à diferente metodologia aplicada. Esta é uma forte evidência que indica um papel positivo dos estrogéneos na cicatrização de feridas.
Num estudo recente de Ashcroft et al, mulheres pósmenopáusicas notaram um impacto favorável sobre os estrogéneos na cicatrização de feridas. Mulheres pósmenopáusicas sem tratamento têm baixos níveis de depósitos de colageno aos 7º e 84º dias após a ferida. Em contraste, mulheres pósmenopáusicas em tratamento com TSH têm níveis aumentados dos depósitos de colageno semelhantes aos das mulheres que menstruam.
A atrofia da pele é um efeito bem conhecido que ocorre após tomar corticoesteroides. A espessura da pele na mulher pósmenopáusica em terapia com corticosteroides mostrado que aumenta após tomar TSH. As telangiectasias observadas com a terapia com corticosteroides podem também responder favoravelmente à TSH. A patologia exacta das rugas continua desconhecida. A TSH mostrou uma redução no número e na profundidade das rugas. As cicatrizes atróficas do acne parecem responder ao tratamento com estrogéneos. A iontoforese com estriol mostrou uma melhoria clínica das cicatrizes de acne.
Investigações futuras vão em direcção do uso de estrogéneo o tratamento de feridas crónicas da pele. Isto deve-se à possibilidade de tratar as úlceras venosas crónicas de decúbito e as úlceras diabéticas com estrogéneos num esforço para acelerar o processo de cicatrização.
O Olho
Várias desordens visuais se associaram com o estado hipoestrogénico da menopausa. De facto os receptores estrogénicos podem encontrar-se na maioria dos componentes maiores do olho. As condições visuais que se pensa que afectarem com o estado hipoestrogénico da menopausa são: degeneração da mácula relacionada com a idade, glaucoma, formação de cataratas e o sindroma do olho seco.
Degeneração macular relacionada com a idade
A degeneração macular relacionada com a idade é a causa mais comum de cegueira no mundo Ocidental. O receptor estrogénico alfa (65 kDa) foi detectado na retina de mulheres jovens que menstruam mas não se encontrou na retina de homens nem de mulheres pósmenopáusicas. A degeneração macular relacionada com a idade é mais vulgarmente encontrada em mulheres pósmenopáusicas. Mulheres que estão em menopausa precoce ou com uma redução nos anos menstruais (desde a menarca à menopausa) estão em alto risco de degeneração macular da retina relacionada com a idade. As manchas maculares e derrames na retina, são vulgarmente encontrados em mulheres pósmenopáusicas sem tratamento ao contrário de mulheres menopáusicas tratadas com hormonas. Crê-se que a degeneração macular está associada com a patologia vascular, de facto doenças cardiovasculares subjacentes como a hipertensão, tabagismo e a hipercolesterolemia estão vulgarmente associadas com a degenerescência macular relacionada com a idade. Estudos doppler notaram uma descida no fluxo diastólico final e um aumento no índice de resistência de Pourcelot na circulação retrobulbar na mulher menopáusica. Em mulheres pósmenopáusicas tratadas com estrogéneos notou-se que tinham uma resistência vascular baixa em regiões distais da artéria oftálmica.
Formação de cataratas
A formação de cataratas é a causa mais comum de deterioração visual na Europa e nos USA. Em mulheres com uma exposição diminuída a estrogéneos como na menarca tardia e em mulheres com uma redução no número de anos reprodutivos, o risco de formação de cataratas é grande. Mulheres pósmenopáusicas com tratamento hormonal parecem ter uma protecção parcial contra a formação de cataratas. Reduções até 49% em opacidades nucleares foram verificadas em utilizadoras actuais. A literatura oftalmológica também regista uma redução nas opacidades subcapsulares posterior e no cristalino cortical em mulheres pósmenopáusicas tratadas com TSH. O epitelio do cristalino ocular possui um receptor estrogénico que quando estimulado pode influir tanto na função como nos componentes anatómicos actuais do cristalino
Glaucoma
A pressão intra-ocular parece variar com o estado de estrogéneos da mulher. Certamente um caso relatado revelou a ocorrência de um glaucoma de ângulo aberto enquanto se têm os sintomas climatéricos típicos. O glaucoma responde ao tratamento oftálmico tópico e à TSH. A terapia hormonal dada a mulheres pósmenopáusicas sem nenhuma desordem oftalmológica reduz a pressão intra-ocular significativamente. Estudos do fluxo com doppler detectam alterações na hemodinamia retrobulbar que podem ser os responsáveis do início do glaucoma. A TSH parece influenciar a hemodinamia retrobulbar favoravelmente.
Sindroma do olho seco
Tanto a glândula lacrimal como a conjuntiva possuem receptores aos esteróides sexuais. Estudos pré-clínicos indicam uma alta concentração de receptores estrogénicos na glândula lacrimal. Notaram-se alterações morfológicas adversas na conjuntiva em proporção ao tempo de menopausa. Uma doença oftalmológica, chamada queratoconjuntivite seca pode estar associada com a menopausa levando a alterações morfológicas severas do epitélio da córnea. Estas alterações morfológicas parecem responder à TSH. Deve-se mencionar que algumas investigações mostram uma deterioração na película lacrimal em mulheres pósmenopáusicas tratadas com TSH.
O Ouvido
Equilíbrio postural
Hà estudos que indicam que o equilíbrio postural está adversamente afectado na mulher menopáusica. O equilíbrio postural é importante para evitar quedas e possivelmente prevenir fracturas subsequentes. Estes efeitos adversos sobre o equilíbrio postural parecem piorar na mulher com sintomas vasomotores graves. Mulheres pósmenopáusicas sem sintomas vasomotores não parecem sofrer de problemas de equilíbrio postural. A literatura recente indica que em casos de mulheres pósmenopáusicas com sintomas vasomotores graves os problemas com o equilíbrio postural não parecem responder à TSH.
Audição
Os receptores de estrogéneos alfa e beta têm uma distribuição única nos canais auditivos e nas regiões que regulam electrolitos e agua. Tradicionalmente associaram-se as pílulas de contracepção oral e a gravidez com uma perda da audição sensorioneural e mulheres com otosclerose parecem piorar durante a gravidez. Estudos pré-clínicos sobre Turner em ratos indicam a presença de uma perda na audição em associação com uma total ausência de estrogéneos devido a digenésia ovárica. Em mulheres com o sindroma de Turner notou-se uma dificuldade na audição em cerca de 40% dos casos. TSH dada a mulheres com a síndroma de Turner não apresentaram uma deterioração da audição. Só um caso de perda de audição sensorioneural súbita e zumbido após a administração de TSH foi apontado na literatura. Verificou-se que esteróides ováricos mediante efeitos vasculares influem positivamente no fluxo sanguíneo coclear afectando a função auditiva.
Boca
Paladar
Verificou-se que alterações na função das papilas gustativas e nas redes neuronal ocorrem após a menopausa. Este efeito sobre a função neuronal e do paladar leva a uma alteração adversa na sensação do gosto. Estudos pré-clínicos indicam que em ratas ovariectomizadas sem tratamento se verificam diferenças marcantes na resposta ao gosto ao compará-las com ratas ovariectomizadas tratadas com estrogéneos. Alterações ao gosto também aumentam durante a menopausa devido à redução na produção de saliva, disestesia e gingivite atrófica. Mas o paladar é agravado pela osteoporose pósmenopáusica da mandíbula, cárie dentária e peridontite.
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