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Sintomas Psicológicos
autor:
A. R. Genazzani
Gynaecologist - Project Coordinator
Última Revisão: 26/02/2003
Sintomas Menopáusicos: Os sintomas prematuros são devidos a modificações funcionais que ocorrem no Sistema Nervoso Central (SNC) que são correlacionados com uma diminuição aguda dos níveis de estrogéneos. Na última parte da menopausa, há um princípio de alterações degenerativas que tem a ver com a resposta órgão/tecido que se torna clinicamente evidente com os anos. Uma parte das mulheres pósmenopáusicas experimenta aqueles sintomas que podem criar um grande incómodo físico e psicológico. Alguns daqueles sintomas podem ser transitórios. Os afrontamentos e os sintomas psicológicos diminuem lentamente ao longo dos anos e podem ser tolerados. as consequências mais importantes para a saúde da mulher pósmenopáusica estão associadas com os efeitos a longo prazo da deficiência de estrogéneos, como a diminuição da DMO, a alteração do perfil lipídico sérico e a deterioração da função cerebral.
Afrontamentos: É um sintoma que afecta 65-80% das mulheres na menopausa, e representa a manifestação típica da menopausa, expressão da modificação clínica do centro termorregulador do hipotálamo. Os afrontamentos podem durar desde poucos minutos até mais de uma hora. Os afrontamentos geralmente reportam-se como uma sensação súbita, transitória que varia de um calor médio ou intenso que se espalha por todo o corpo, principalmente sobre o tórax, rosto e cabeça, tipicamente acompanhado de rubor, respiração, suor intenso e geralmente seguido por um calafrio. Uma das principais queixas das mulheres com afrontamentos é que interrompe o sono levando a implicações no estado de humor. A transpiração intensa durante um afrontamento é outra das queixas que mais as incomoda; pode ser embaraçoso, principalmente em ocasiões sociais ou de trabalho. A TSH pode tratar estes incómodos sintomas.
Perturbações do sono: As perturbações do sono são devidos ao início dos afrontamentos durante a noite, mas podem ser o resultado de problemas psicológicos correlacionados com alterações no papel social que podem ocorrer no período pósmenopáusico. Esta classe de manifestações é mais frequentemente relacionada com a alteração da homeostase termoreguladora.
Sintomas psicológicos: A irritabilidade, depressão e ansiedade são manifestações que frequentemente começam no período da menopausa. Os esteróides estão seguramente envolvidos no trofismo, modulação e função do SNC melhorando a capacidade de memória e a concentração. A diminuição nos níveis sanguíneos de estrogéneos determina a alteração do sistema neuroendócrino que regula a função cerebral (humor e comportamento). A grande maioria dos estudos mais recentes põe em evidência que os problemas psicológicos que ocorrem na menopausa estão fortemente relacionados com a deficiência de estrogéneos.
Sexualidade: Após a menopausa algumas mulheres apresentam uma diminuição na libido e na frequência das relações. Outras podem beneficiar desta situação, devido a que a menopausa as liberta de uma gravidez não desejada. A maioria das mulheres pós-menopausicas não apresenta nenhuma alteração na função sexual e no desejo. No período pósmenopáusico a conduta sexual pode estar influenciada por problemas objectivos como a secura vaginal, dispareunia ou por implicações sociais e psicológicas. A sociedade em que a mulher pósmenopáusica vive, e as regras religiosas que a mulher tenha podem influenciar fortemente a conduta sexual da mulher pósmenopáusica, ex. Associam a actividade sexual apenas com o objectivo de uma gravidez e não com o prazer por si só. Desta maneira, a mulher deve saber que a resolução de queixas genitourinarias deve ser apoiada com assistência psicológica.
SNC: Os estrogéneos influenciam muitos processos biológicos que têm lugar no SNC como a síntese e libertação de neurotransmissores, plasticidade neuronal, organização funcional e desempenho do cérebro, funções cognitivas e de comportamento, etc. a diminuição dos níveis séricos de estrogéneos está associada a efeitos deletéreos que não estão apenas limitados àquelas regiões do cérebro envolvidas na função e diferenciação sexual. Apesar desta evidência, o papel e a importância dos estrogéneos na função do SNC humano foi ignorado por muito tempo pela mulher e frequentemente pelos médicos. Um regime de TSH correcto pode resolver aqueles problemas e preservar o SNC dos efeitos do envelhecimento.
Doença de Alzheimer: a doença de Alzheimer (DA) é uma patologia degenerativa do SNC que altera as funções cognitivas e de comportamento. Após os 65 anos, a frequência de DA é duas a três vezes maior em mulheres que em homens. 30-50% das mulheres com mais de 85 anos estão afectadas por DA. Certamente, a idade, a história familiar ou um traumatismo craniano são factores de risco reconhecidos universalmente, mas na mulher pósmenopáusica a deficiência de estrogéneos parece ser um dos factores mais importantes na etiologia da DA. Visto que a deficiência de estrogéneos é um factor de risco que pode ser corrigido, uma intervenção terapêutica atempada com TSH protege contra as alterações degenerativas que levam ao início clínico da DA.
Diferenças de Género e Depressão
autor:
Mary C. Blehar, Dan A. Oren
National Institute of Mental Health
Última Revisão: 26/02/2003
Resumo: Apesar das descobertas repetidamente confirmadas que mulheres diagnosticadas com mudanças do afecto ultrapassam grandemente os homens baseia-se num grupo de hipóteses de variação ampla que tentam explicar as causas de que se suspeita, incidência, sintomas e comorbilidades sob várias perspectivas. Vários factores complexos, impediram as intenções de estudar porque as mulheres são tão vulneráveis à depressão. Este artigo examina os problemas associados com o estudo das mudanças afectivas em mulheres e reavaliar as hipóteses actuais constrói hipóteses actuais da etiologia e patofisiologia da depressão e da sua relevância potencial com o desproporcionado número de mulheres com depressão unipolar. A associação da depressão com estados biológicos da vida de uma mulher e as diferenças entre a biologia do homem e da mulher estão descritas. Os potenciais factores sociais, psicológicos e ambientais que podem particularmente provocar o desenvolvimento de uma depressão na mulher são discutíveis.
Menopausa
Apesar das primeiras crenças clínicas de que a menopausa se associava a um aumento da depressão, a preponderância da evidência actual indica que o climatério não está associado a um risco aumentado de episódios afectivos. As taxas de perturbações afectivas diminuem de facto nas mulheres após a menopausa e aumentam nos homens com o aumento de idade, assim, as diferenças de género nas perturbações afectivas tornam-se mais estreitas com a idade. Tais tendências são mais conscientes com modelos psiquiátricos que unem a depressão com factores de vulnerabilidade psico-social do que o que estão com os modelos biológicos simples unido a depravação estrogénica à depressão. Não obstante, no período da perimenopausa, definido como 1 ou 2 anos imediatamente precedentes à última menstruação, há um pico no afecto disfórico, alterações do sono e queixas somáticas. Mas ainda que o efeito disfórico esteja associado a uma longa perimenopausa acalmam com o início da menopausa.
O Estudo de Comorbilidade Nacional, no qual um grupo de homens entre 45 e 54 anos foi entrevistado, também indicou que o número de sindromas depressivos recorrentes em 12 meses é mais alto nas mulheres que nos homens durante o período que corresponde aos anos da menopausa e da perimenopausa. A relação de transtornos afectivos recorrentes às alterações hormonais ou a acontecimentos na vida nestes momentos não podem ser calculados no estudo.
Em estudos de transtornos afectivos em mulheres que estão a passar por uma transição reprodutiva e alterações hormonais, a tendência a igualar sintomas depressivos individuais com um sindroma depressivo clínico pode ter o efeito de multiplicar a variedade de subtipos etiológicos sob o nome de depressão para fazer que a heterogenicidade pareça ainda maior do que é.
Há também uma tendência de examinar as variáveis biológicas hormonais para a exclusão relativa de variáveis psico-sociais ou ainda de privação do sono, que pode modificar a vulnerabilidade. A preponderância da investigação sugere que não foi encontrada a relação directa hormona/afecto.
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