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Análise endometrial

autor:
B. Phipps
Clinical Nurse Specialist
Última Revisão: 21/02/2003


Uma análise (biopsia) às "cegas", do revestimento do útero, que não está visualizada.
  • Fazer uma biópsia endometrial
  • Objectivo de uma biópsia endometrial
  • Informação obtida deste exame


Fazer uma biópsia endometrial

A mulher despe a roupa da metade inferior do corpo, veste uma bata e deita-se sobre as costas na marquesa. Pedir-se-lhe-á que coloque os pés sobre os suportes ou estribos. Colocar-se-lhe-á um instrumento chamado espéculo dentro da vagina, o qual permitirá que as paredes da vagina se separem para poder ver o colo do útero (ver fig. 1). O aparelho ou cânula para fazer a biópsia da camada interna do útero (o endométrio), é inserido dentro do útero através do colo. Obtém-se uma pequena porção de tecido do útero com a cânula. A cânula é retirada e o tecido recolhido coloca-se num frasco de amostras e envia-se para o laboratório para o analisar. Ao retirar o espéculo este exame termina.

Este exame está associado a um mínimo desconforto, o qual pode aumentar devido ao stress psicológico que causa por ter que se submeter a um exame, que pode considerar-se difícil, mais a ansiedade do que se possa encontrar. O movimento da cânula através do canal cervical e a recolha da biópsia pode produzir uma contracção ou uma dor como a do período menstrual. Qualquer desconforto experimentado deve desaparecer no fim do exame.



Figura 1


Espéculo para manter as paredes da vagina separadas

Objectivo de uma biópsia endometrial

A biópsia endometrial é uma ajuda útil para a ecografia, especificamente se na ecografia se demonstrou que a capa interna do tecido uterino está mais grossa que o que se esperava. É necessário classificar-se como normal o engrossamento do endométrio em resposta a uma estimulação hormonal, ou se é o resultado de alterações celulares anormais, uma pequena percentagem das quais podem ser cancerosas.

Informação obtida deste exame





Figure 2 - Normal cells








Figure 3 - Abnormal cells


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Esfregaço Cervical

autor:
B. Phipps
Clinical Nurse Specialist
Última Revisão: 21/02/2003


A recolha de uma amostra de células do colo da matriz as quais são logo enviadas para o laboratório para uma análise detalhada. Usa-se esta investigação especificamente para identificar células cancerosas, ainda que outras anormalidades celulares e infecções sejam não raramente diagnosticadas.
  • Fazer um esfregaço cervical
  • Informação obtida deste exame


Fazer um esfregaço cervical

A mulher despe a sua roupa da parte inferior do corpo, veste uma bata e deita-se sobre as costas na marquesa. Pede-se-lhe que dobre os joelhos para cima, colocando os calcanhares juntos permitindo que as suas pernas se relaxem. Alternativamente, dependendo das facilidades da sala de exame, pedir-se-lhe-á que coloque os pés nos estribos ou suportes. Colocar-se-á um instrumento chamado espéculo na vagina, o qual permite que as paredes da vagina se separem para assim poder ver o colo do útero. Removem-se células do colo usando quer seja uma espátula de madeira ou uma zaragatoa grande (ver fig.4). Estas células são logo transferidas para uma lâmina de vidro; insere-se a lâmina numa solução fixadora antes de a enviar para o laboratório. O espéculo é retirado e o exame acaba. O exame é geralmente indolor, ainda que algumas vezes haja desconforto associado à presença do espéculo na vagina.



Figura 4


Na mulher pósmenopáusica este exame pode ser mais incómodo devido à alteração do tecido vaginal uma vez que os níveis de estrogéneos baixaram. Por esta razão o exame pode causar também algum sangramento vaginal. Este exame pode ser também menos eficaz neste grupo de mulheres, de novo devido à ausência de estrogéneos, o qual resulta numa diminuição do número de células cervicais disponíveis para a amostra.

Informação obtida com este exame

O único objectivo deste exame é o de identificar alterações celulares anormais, especificamente os de um estado canceroso ou pré-canceroso.



Figure 5 - Atrofia vaginal


No lado esquerdo da Figura 5: As células vaginais pré-menopausicas são grandes e planas com núcleos pequenos

No lado direito da Figura 5: As células vaginais pósmenopáusicas tornam-se finas e secas e parecem agrupar-se, com núcleos grandes, isto pode causar inflamação e aumentar a probabilidade de uma infecção vaginal.

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Última actualização: 05/09/2003