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Perguntas Frequentes

autor:
M. Gambacciani
Gynaecologist
Última Revisão: 26/02/2003

Sôbre a Menopausa

Conservando a Saude

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Quando é que se deve parar de tomar contraceptivos orais (CO's) e começar com a Terapia de Substituição Hormonal (TSH)?

Pergunta: Uma vez que os contraceptivos orais estão a ficar cada vez mais populares no controlo de menstruações irregulares e para fins contraceptivos em mulheres perimenopáusicas, a seguinte pergunta torna-se mais relevante para mais pessoas: quando é que uma mulher deve parar de tomar contraceptivos orais e começar a Terapia de Substituição Hormonal (TSH)?

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Resposta: Uma mulher que tome um contraceptivo oral toma normalmente duas hormonas, um tipo de progestagéneo (que age como contraceptivo) e um tipo de estrogéneo (para reduzir os efeitos secundários do progestagéneo). Uma mulher que necessite de Terapia de Substituição Hormonal por queixas relacionadas com a menopausa, toma normalmente um tipo de estrogéneo e, no caso de ainda ter útero, um tipo de progestagéneo para proteger o útero. Contudo, estas duas mulheres tomam d oses diferentes destas hormonas. Os CO's contêm mais hormonas do que as usadas na Terapia de Substituição Hormonal para a menopausa. A dose mais elevada é necessária para proteger contra uma gravidez indesejada. As mulheres não devem continuar a tomar mais hormonas do que aquilo de que necessitam.
Se uma mulher já não tem um companheiro masculino, pode mudar para doses mais baixas sem preocupações. Outra mulher que ainda tenha uma vida sexual activa deverá ser submetida a testes para ver se já terá chegado à menopausa. As mulheres que não tomam contraceptivos orais têm noção se já terão chegado à menopausa porque deixam de ter menstruação (a menopausa é confirmada após 12 meses consecutivos sem menstruação). Contudo, as que tomam contraceptivos orais continuam a ser menstruadas. Para confirmar a menopausa nestas mulheres, tem-se recomendado fazer uma análise de sangue para medir a hormona foliculoestimulante (FSH) no fim da semana sem pílula. A FSH deverá aumentar em mulheres menopáusicas, uma vez que a hipófise segrega mais e mais desta hormona nas suas tentativas falhadas de estimular o ovário para que solte um óvulo. Dispomos de poucas informações para sustentar esta recomendação.
Um pequeno estudo mediu os níveis de hormonas em quatro faixas etárias no princípio e no fim da semana sem pílula. Nem o estrogéneo nem a FSH sozinhos identificaram com precisão todas as mulheres menopáusicas. Algumas mulheres que se sabia serem menopáusicas, não tinham o esperado aumento de FSH. Os autores recomendaram parar com o contraceptivo oral por uma ou duas semanas, depois medir os níveis de FSH e de estradioll, assim aumentando a precisão. É necessário fazer-se mais investigação.



Relação entre Menopausa e Depressão

Pergunta:
Estou baralhada. Ouvi dizer, recentemente, que a menopausa não estava ligada à depressão, e no entanto há muitas mulheres que, durante a perimenopausa, parecem deprimidas e melancólicas. Explique, por favor.

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Resposta: A confusão deriva do facto do termo "depressão" poder aplicar-se a um sintoma (sentir-se em baixo), um estado de espírito (o sentimento predominante ao longo de um período de tempo), ou um sindroma. O sindroma da depressão chama-se normalmente principal sindroma (ou doença) depressivo, e é um estado de espírito muito triste, contínuo por mais de duas semanas, acompanhado por alguns dos seguintes sintomas: alterações nos hábitos de dormir, comer, concentração e memória, pensamentos suicidas, falta de prazer, aumento de fadiga e - por vezes - sentimentos de demérito e culpa. Se em vez dos sentimentos estarem em baixo, por vezes há ciclos durante os quais o indivíduo pode sentir exaltação e grandiosidade em vez de se sentir muito deprimido. É o que acontece alteração bipolar ou maníacodepressiva. Para responder à sua pergunta, não há ligação entre a menopausa e o sindroma da depressão.

Pergunta: As mulheres têm mais depressões do que os homens? E as mulheres menopáusicas têm tendência para ter desordens depressivas?

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Resposta: Sim, há aproximadamente o dobro de depressões em mulheres, desde a adolescência até aos 55 anos. Este facto ocorre em quase todas as culturas. Pode acontecer as mulheres terem mais recalcamentos do que os homens. O mais provável é dever-se a factores genéticos, ciclos hormonais e questão psicológicas que tornam as mulheres mais vulneráveis a traumatismos tais como a opressão e o abuso na infância. As mulheres podem sentir sintomas depressivos durante a menopausa, quando as hormonas ováricas estão em declínio, e pode haver traumatismos associados com a meia-idade. As mulheres nesta idade podem sentir mais irritabilidade, dores de cabeça e obrigação emocional, mas não uma desordem depressiva a não ser que tenha historial de desordens depressivas ou que haja um forte historial familiar de depressões. A melhor forma de uma mulher perceber este aspecto da perimenopausa é manter um registo das menstruações - tomar nota dos intervalos entre sangramentos assim como a quantidade e qualidade dos sangramentos. Muitos tipos de registos são discutidos na literatura da medicina. As mulheres sentem a maior parte das desordens depressivas no princípio da vida adulta, quando estão a ter filhos, ou podem ter o sindroma pré-menstrual (SPM).

Pergunta: A minha mãe estava deprimida e irritável quando estava a atravessar a "mudança". Quererá isto dizer que o mesmo vai acontecer comigo?

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Resposta: Não necessariamente. Contudo, a sua expectativa de que isso lhe possa acontecer, vai aumentar a probabilidade de que isso venha a acontecer. Mas com dieta, exercício, grupos de apoio, e com a ajuda de amigos com quem possa partilhar informações e que lhe dêem apoio emocional, poderá sentir-se muito melhor.

Sangramento Uterino Anormal em Mulheres Perimenopausicas

Pergunta:
Em mulheres perimenopausicas, quando é o padrão de período menstrual anormal e motivo de preocupação e quando é normal mas irregular ou diferente das situações anteriores de sangramento uterino?

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Resposta: Contrariamente ao que se possa julgar, uma alteração no padrão de menstruação à medida que as mulheres se aproximam da menopausa não é inusual. A maior parte das vezes, as alterações são normais e não são de recear. No entanto, muitos dias de menstruação, quer seja ligeira ou intensa, com um pequeno período de intervalo entre menstruações não é normal.
Vários factores relacionados com a alteração no sangramento necessitam ser compreendidos. Em primeiro lugar, as mulheres perimenopausicas sofrem uma alteração no seu padrão de menstruação. Sim, há algumas mulheres que "simplesmente param" - para nunca mais sangrarem. Essas mulheres são a excepção e não a regra. Segundo, a alteração no padrão geralmente significa um aumento do intervalo entre menstruações, e uma alteração na qualidade do sangramento. Enquanto que anteriormente uma mulher podia dizer "sou regular como um relógio", quando está na transição para a menopausa ( perimenopausa) os períodos tornam-se imprevisíveis.
Este tipo de alteração no padrão menstrual é normal. Um forte conselho é o de estar sempre prevenida pois um sangramento menstrual pode aparecer a qualquer altura e geralmente na ocasião mais inoportuna.
Quando o sangramento começa, pode frequentemente não ser caracterizado por um sangramento maior que o dos anos reproductivos e podem surgir coágulos no sangue. Mesmo esta alteração qualitativa na menstruação é normal se ocorrer a curto prazo. Durante os anos normais de menstruação, a maior parte do sangue menstrual é reabsorvido - o que significa que nunca sai do útero. A quantidade que sai através da vagina corresponde a cerca de 200 cm3. Uma mulher que apresente um sangramento mais intenso com coágulos pode exceder um pouco esta quantidade. No entanto, uma mulher que esteja a sangrar muito pode exceder estes 200 cm3 5 a 10 vezes, pode ter que usar 8 ou 10 super pensos e tampões todos os dias e mudá-os a cada hora. Não é normal se este tipo de sangramento persistir a longo prazo ou se houver um pequeno intervalo sem sangramento entre sangramentos intensos, deverá ser um sinal de que algo não está bem. Um sangramento intenso não significa necessáriamente doença. Significa que por alguma razão sai mais sangue do útero do que é reabsorvido.
Uma boa regra a seguir é que se o sangramento é contínuo por mais de duas semanas consulte o seu médico. Se o sangramento é intenso e o intervalo entre eles é de duas ou menos semanas consulte o seu médico. Um sangramento uterino intenso e/ou prolongado pode resultar em anemia que, por si só, pode levar a sintomas de fadiga e problemas cardíacos; pode ser necessário tomar um suplemento de ferro.

Risco de Cancro do Cólon

Pergunta:
Estou preocupada com o risco de cancro do cólon pois existe na minha família. Que posso fazer para o evitar?

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Resposta:
Fale com o seu médico acerca de exames de rastreio, tais como um exame caseiro para detectar sangue nas feses e um exame chamado sigmoidoscopia flexível. Para além disto, há muitas coisas que pode fazer. Mulheres que fazem terapia de estrogeneos têm um risco 20-35% menor de cancro do cólon que persiste enquanto tomam estrogeneos mas não depois de pararem. O uso de multivitaminas contendo folato (ácido fólico) a longo prazo foi associado a um decréscimo de 75% do risco de cancro do cólon após 15 anos de utilização. As vitaminas A, C e E, bem como o cálcio também foram associados com menor risco de cancro do cólon. Outras estratégias úteis incluem não fumar, fazer uma dieta rica em fibras (cereais, frutas e vegetais) e pobre em carne vermelha, e fazer exercício regularmente.

Risco de Cancro da Mama

Pergunta:
Estou preocupada com o cancro da mama. Gostaria de saber se a TSH ou a TSE aumenta o meu risco de cancro da mama.

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Resposta: Alguns estudos científicos sugeriram um ligeiro aumento na incidência de cancro da mama entre mulheres a tomar estrogeneos por um longo período. No entanto, a maioria dos estudos não encontrou um risco adicional. Alguns estudos sugeriram um possível aumento na incidência de cancro da mama nessas mulheres a tomar estrogeneos por longos períodos de tempo nomeadamente se forem usadas doses altas. Exames regulares à mama pelo médico e o auto-exame são recomendados às mulheres que fazem terapia de estrogeneos, tal como o são para todas as mulheres. Em 2005 os investigadores completarão o estudo de 10 anos da Women's Health Iniciative (WHI) em 27.500 mulheres divididas em dois grupos - um grupo toma TSH ou TSE enquanto que o outro toma um placebo. Este estudo deverá trazer uma informação mais clara acerca de potenciais riscos. As mulheres devem discutir as suas preocupações e perfil de saúde com os seus médicos ou técnicos de saúde.

Afrontamentos

Pergunta:
Como posso lidar com os afrontamentos?

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Resposta: Tomar estrogeneo é o tratamento mais eficaz para aliviar os sintomas da menopausa, incluindo afrontamentos e suores nocturnos. Se não pode tomar estrogeneos por razão médica, um medicamento chamado clodinina, um medicamento para a pressão alta, pode ajudar a reduzir os seus afrontamentos. Uma suave preparação sedadtiva combinada de belladona, ergotamina e fenobarbital é também por vezes utilizada para tratar os sintomas da menopausa - incluindo afrontamentos, suores, agitação e insónia. Esta combinação de medicamentos é eficaz em cerca de metade das mulheres que a tomam.

Auto-imagem

Pergunta:
Como é que os níveis de hormona do meu corpo influenciam o crescimento dos pêlos?

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Resposta: Uma alteração no equilíbrio entre a produção de hormonas femininas e hormonas masculinas (androgeneos) do seu corpo pode afectar o seu padrão de crescimento de pêlos. Um aumento relativo do nível de hormonas masculinas e decréscimo de estrogeneos no seu corpo após a menopausa, pode originar que alguns dos seus normalmente finos e claros pêlos que cobrem a cara e o corpo escureçam e engrossem. Tomar estrogeneos na terapia de substituição hormonal pode ajudar a reduzir este crescimento excessivo. Pode removê-los com a pinça ou com cremes depilatórios. Poderá considerar a electrólise, um método que remove permanentemente os pêlos. À medida que atravessam a menopausa, algumas mulheres notam que os seus pêlos começam a enfraquecer, especialmente na cabeça e zona púbica. Tomar estrogeneos na terapia de substituição hormonal pode também ajudar a reduzir o enfraquecimento capilar.

Pergunta: Tomar estrogeneos pode ajudar a evitar o aparecimento de rugas?
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Resposta: Apesar de o maior causador do envelhecimento da pele ser os efeitos nocivos da exposição ao sol, o decréscimo de estrogeneos no seu corpo durante a menopausa pode tornar a sua pele mais fina e menos elástica. Este adelgaçamento e perda de elasticidade pode causar o enrugamento da pele. O seu corpo está também a produzir menos colageneo, uma das principais proteínas da pele. O colageneo não pode ser reposto através de loções ou cremes e as injecções têm apenas um efeito temporário. Tomar estrogeneos na terapia de substituição hormonal ajuda a manter os níveis de colageneo e espessura da pele. À medida que envelhece, a sua pele torna-se mais delicada, tornando-se assim mais susceptível aos danos causados pelo sol. É agora mais importante que nunca proteger a sua pele da exposição ao sol usando um protector solar com um factor de protecção de pelo menos 15, usar roupa protectora e manter-se fora do sol nas horas em que os seus raios são mais fortes (entre as 10h 00m e as 15h 00m).
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Última actualização: 05/09/2003