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CANCRO DA MAMA - QUALIDADE DE VIDA E TEMAS SEXUAIS

As suas perguntas sobre Cancro da mama e:

  • Identidade sexual feminina
  • Função sexual feminina
  • Libido
  • Excitação sexual
  • Orgasmo
  • Satisfação
  • Relação sexual
  • Os desafios em sobreviventes de cancro

Palavras chave:
Cancro da mama; identidade sexual feminina; função sexual feminina; relações sequelas; factores biológicos; idade; linfedema; efeitos secundários da cirurgia; radio ou quimioterapia; problemas relacionados com a gravidez; infertilidade; menopausa iatrogénica

A siguinte informação está focada em factores biológicos que podem afectar a sexualidade feminina perante o diagnóstico e tratamento do cancro da mama. Estes factores são infelizmente considerados menores com respeito aos psico-sociais.

Quais são as consequências do cancro da mama sobre a feminidade?
a identidade sexual feminina, a função sexual e as relações sexuais podem ser dramaticamente afectadas, física e emocionalmente, pelas muitas alterações e desafios que a mulher tem que enfrentar quando o diagnóstico e tratamento de um cancro da mama (D&TCM) irrompe pela sua vida e dos seus familiares.

IDENTIDADE SEXUAL FEMININA

Quais os factores que contribuem para a identidade sexual feminina?
  • Feminidade
  • Maternidade
  • Erotismo
  • Papel social

Todos estes factores podem ser afectados em grau variável com o diagnóstico e tratamento do cancro da mama

A feminidade ppode sofrer uma agressão maior devido a várias razões biológicas:
  • 1. A mama é um sinal proeminente tanto social como pessoal de feminidade.
    Que efeito tem a cirurgia sobre a imagem corporal?
    A imagem corporal é o parâmetro mais afectado pelo tipo de cirurgia realizado. O impacto a curto rlazo depende do tipo de cirurgia realizada: lumpectomía versus mastectomia, com uma reconstrução imediata ou posterior e seu resultado cosmético e a necessidade ou não de radio ou quimioterapia adjunta. Os tratamentos mais conservadores não parecem modificar significativamente a qualidade de vida (QDV) nem a sexualidade feminina a longo prazo.

  • 2.Lifedema do braço
    O que é exactamente o linfedema do braço?
    Esta palavra indica um inchaço gradual do braço, no lado da mama afectada, devido a uma drenagem linfática reduzido. A alteração desta drenagem é geralmente causada pela disrupción dos vasos linfáticos e nódulos linfáticos, secundários à remoção dos nódulos linfáticos axilares consequentemente com a cirurgia mamária.

    Quantas mulheres com cancro da mama sofrem também de linfedema do braço?
    Ainda que todavia um efeito colateral sub tratado e sub diagnosticado do tratamento do cancro da mama, há uma de incidência reportada em cerca de 30-40% das sobreviventes de cancro da mama que podem desenvolver um linfedema até 20 anos após a cirurgia mamária.

    Como podem estes sintomas afectar a feminidade?
    O linfedema pode causar um inchaço maciço do braço afectado. Em paralelo, diminui a competência funcional do braço, diminuindo assim a autonomia e independência, mais ainda se o braço afectado é o dominante, sendo o direito para a maioria das mulheres. A imagem corporal desfigurada e a autopercepção podem ferir o sentido interno da feminidade, levando a uma depressão e a estratégias de afrontamento evitáveis .

    Que pode fazer uma mulher para prevenir um linfedema?
    Atenção especial na vida quotidiana pode reduzir o risco de aumentar o aumento da acumulação de líquido no espaço intersticial. As series de "não" incluem:
    • Não se corte a si mesma (ex. as cutículas em roda das unhas durante a manicura)
    • Não se queime a si mesma (tenha cuidado quando trabalha na cozinha, use luvas protectoras quando retirar panelas quentes do fogão, não apanhar sol...)
    • Não se pique a si mesma
    • Não se corte
    • Não faça esforços repentinos
    • Não carregue sacos com o braço/mão afectado
    • Não tome uma injecção intravenosa no lado afectado pelo linfedema
    • Não meça a pressão arterial no mesmo lado

    Como se pode curar o linfedema?
    Há três tratamentos disponíveis:
    • o Drenagem linfática, através de massagem manual ligaduras compressivas
    • Medicamentos para melhorar a drenagem linfática: o complexo diomina-
    • hisperidona provou que reduz significativamente sinais e sintomas do linfedema no braço afectado.

    Paci E.Cariddi A. Barchielli A. Bianchi S.Cardona G.Distante V.
    Long term sequelae of breast cancer surgery
    Tumori, 82; 321-324,1996

    Runowicz CD, Lymphedema:patients and provider education-Current status and future trends
    Cancer 83/12: 2874-2876, 1998

  • 3. Menopausa iatrogénicaa
    Qual é a diferença entre a menopausa iatrogénica e a menopausa "normal"?
    A menopausa iatrogénica é uma menopausa anticipada causada por um tratamento médico, ex. a quimioterapia no caso de pacientes com cancro da mama.

    Quem sente principalmente o efeito da menopausa iatrogénica?
    LAs pacientes jóvens (25% das pacientes com cancro da mama são premenopausicas) são em geral mais vulneráveis ao impacto complexo do cancro da mama, e aos estados biológicos que o seu tratamento pode conduzir, devido à perda dos preciosos anos férteis.

    Porquê?
    Os estrogenos modulam a qualidade do envelhecimento tanto do cérebro como dos órgãos dos sentidos. A falta de estrogenos tem então um efeito negativo sobre estes objetivos sexuais e determinantes da libido.

  • 4.Idade
    Porquê tanto a idade das pacientes com cancro da mama como o impacto potencial da menopausa, é tão significativo?
    Le donne hanno differenti traguardi e compiti individuali e sociali negli anni fertili con diverse priorità nelle diverse decadi.

    Schover LR, Yetman RJ, Tuason LJ et al
    Partial mastectomy and breast reconstruction. A comparison of their effects on psychosocial adjustement, body image, and sexuality
    Cancer 75(1):54-64; 1995

    Graziottin A
    Libido
    John Studd (ed), Yearbook of the Royal College of Obstetricians and Gynaecologists, RCOG Press-Parthenon Publishing Group, p.235-243; 1996

    Graziottin A. Castoldi E.
    Sexuality and breast cancer: a review
    In Studd J. The management of the Menopause.The Millennium Review, Parthenon Publishing, London, 201-20, 2000

    Ganz PA, Coscarelli A, Fred C et al
    Breast cancer survivors: psychosocial concerns and quality of life 
    Breast Cancer Res Treat 38(2):183-99;1996

    Dorval M, Maunsell E, Deschenes L et al 
    Type of mastectomy and quality of life for long term breast carcinoma survivors
    Cancer 83:2130-8; 1998

    Schover LR  
    Sexuality and body image in younger women with breast cancer
    J Natl Cancer Inst Monogr (16):177-82; 1994

La A Maternidadepode ser a origem de uma crise de identidade maior para 25% daquelas a quem se diagnostica durante a idade fértil. Pontos importantes que devem ser considerados em relação à maternidade no cancro da mama:



  • A concepção deve ser adiada pelo menos por dois anos após o tratamento do cancro da mama, já que o risco de recorrência está no seu ponto máximo durante este período de tempo.
  • A fertilidade está variavelmente reduzida pela quimioterapia.
  • Os riscos de anormalidades congénitas após a quimioterapia felizmente não parecem exceder as incidências normais.
  • A produção de leite está reduzida na mama irradiada.

A gravidez aumenta o risco de recorrência de cancro da mama?
Um número de estudos nega o dito risco. Alguns estudos demonstraram um efeito prejudicial da gravidez sobre cancro da mama sub clínico. Os efeitos do antiestrogeno tamoxifeno sobre as gravidezes humanas não foram reportados até agora.

Guinee VF, Olsson H, Moller T et al
Effect of pregnancy on prognosis for young women with breast cancer
Lancet 343:1587-89; 1994

Collichio FA, Agnello R, Staltzer J
Pregnancy after breast cancer: from psychosocial issues through conception
Oncology (Huntingt) 12(5):759-65, 769; discussion 770, 773-5; 1998


Erotismo O cancro da mama pode afectar a sensualidade, a atracção sexual e a receptividade através de:
  • A agressão maior da cirurgia da mama sobre o erotismo mamario: 44% das mulheres com mastectomia parcial e 83% daquelas com reconstrução mamária (p<0.001) reportaram que o prazer perante as carícias mamárias tinha diminuído.
  • A menopausa. O sentido de erotismo de uma mulher pode afectar-se dramaticamente pelos seguintes sintomas menopausicos:
    • Afrontamentos
    • Transpiração
    • Alterações de humor
    • Insónia
    • Depressão
    • Perda da libido
    • Dificuldades com a excitação
    • Dificuldades com o orgasmo
    • Dispareunia

    e sinais: :
    • Rugas
    • Aumento de peso
    • Imagem corporal modificada
    • Secura oral
    • Secura vaginal
    • Pioria geral da resposta sexual

Que outros efeitos pode ter a quimioterapia sobre o sentido de erotismo feminino?
  • Uma tendência a desejar com menos frequência.
  • Mais secura vaginal e dispareunia, devido a mucosite sistémica.
  • Tendo menos frequentemente sexo.
  • Uma redução em alcançar o orgasmo através do coito, ainda que a sua habilidade de alcançar o orgasmo através de carícias não coitais não difira da das outras mulheres. A receptividade coital está portanto selectivamente danificada.

Depressão e ansiedade.
O cancro da mama afecta a auto-percepção e a função sexual através de vias não hormonais, em média confirmada de 17 a 25% das pacientes com cancro da mama.

Papel social
Este pode representar uma área relativamente segura do cancro da mama, particularmente em mulheres com uma boa educação, excepto na fase aguda ou nos casos mais severos e agressivos.
20% das pacientes com cancro da mama reportam os seguintes sintomas que podem afectá-las socialmente:
  • Uma redução de energia
  • Stress psicológico
  • Dificuldade para concentrar-se, recordar e de pensar claramente

A quimioterapia para o cancro da mama pode ter efeitos negativos sobre as seguintes funções cognitivas:
  • Duração da atenção
  • Flexibilidade mental
  • Velocidade do processamento da informação
  • Memória visual
  • Função motora

Ganz PA, Coscarelli A, Fred C et al
Breast cancer survivors: psychosocial concerns and quality of life
Breast Cancer Res Treat 38(2):183-99; 1996

Dorval M, Maunsell E, Deschenes L et al
Type of mastectomy and quality of life for long term breast carcinoma survivors
Cancer 83:2130-8; 1998

Schover LR
Sexuality and body image in younger women with breast cancer
J Natl Cancer Inst Monogr (16):177-82; 1994

Runowicz CD   
Lymphedema:patients and provider education-Current status and future trends
Cancer 83/12:2874-2876

Graziottin A
The biological basis of female sexuality
Int Clin Psychopharm 13(suppl 6): 15S-22S; 1998

Graziottin A
Sexuality and the menopause
in John Studd (ed) Management of the menopause-Annual Review, RCOG Press-Parthenon Publishing Group p.49-58; 1998

Graziottin A. Castoldi E.
Sexuality and breast cancer : a review
In Studd J. The management of the Menopause.The Millennium Review, RCOG Press- Parthenon Publishing, London, 201-20, 2000

FUNÇÃO SEXUAL FEMININA Usaram-se vários modelos no passado para descrever a função sexual humana. Mais recentemente, a Dra. Graziottin sugeriu que a função sexual pode ser considerada como um circuito, com quatro estações principais: libido, excitação, orgasmo e satisfação.

Fig.1: modello cibernetico della funzione sessuale
Este modelo, contribui para o entendimento de:
    1) A frequente superposição ("co-morbilidade") de sintomas sexuais reportados na prática clínica, já que dimensões diferentes da resposta sexual estão correlacionados segundo o ponto de vista fisiopatológico;

    22) Os potenciais mecanismos de retroalimentação positivos ou negativos que operam na função sexual.

LIBIDO A libido tem três dimensões maiores que têm uma interacção complexa tanto com um papel inibidor como potenciador:

  • Biológico / Instintivo
  • Motivacional - Afectivo
  • Cognitivo

As raízes biológicas da libido dependem principalmente das hormonas sexuais, que são factores necessários mas não suficientes para manter uma libido humana satisfatória. Parecem controlar a intensidade da libido e o comportamento sexual, em vez da sua direcção, ex. uma perda da libido em qualquer parelha pode ser considerada um problema hormonal, mas no que concerne à parelha é obviamente um problema da parelha.
Que efeito tem o tratamento do cancro da mama sobre a produção hormonal feminina?
Com o tratamento para o cancro da mama, a perda de estrogenos, secundária à ocorrência iatrogénica ou natural da menopausa, pode contribuir para a inibição do desejo sexual e a receptividade física; a perda de androgenos, secundária à quimioterapia, pode piorar mais adiante este quadro.

Pode a perda da libido ser um problema multi factorial?
Sim. Pode ser secundário a vários factores diferentes, por exemplo:
  • Transtornos de excitação, devido a causas psicológicas e/ou biológicas.
  • Transtornos do orgasmo.
  • Insatisfação sexual - física, emocional ou ambas.

Aspectos cognitivos e afectivo-motivacionais da libido podem ser deteriorados por:
  • O impacto negativo que a cirurgia da mama tem sobre a auto imagem
  • A autoestima
  • A auto percepção de ser um objecto de desejo sexual
  • A alteração da relação de parelha face a dinâmicas mais afectivas pode aumentar a intimidade emocional mas reduzir o desejo sexual


Graziottin A
Libido

John Studd
(ed), Yearbook of the Royal College of Obstetricians and Gynaecologists, RCOG Press-Parthenon Publishing Group, London p.235-243; 1996

Barni S, Mondin R
Sexual dysfunction in treated breast cancer patients
Ann Oncol 8(2):149-53; 1997

Excitação sexual
Que é exactamente a excitação sexual?
Lo stimolo A excitação sexual indica um estado com sentimentos específicos, normalmente conectados com os genitais. Nas mulheres as dificuldades excitatórias podem ser (a) central, (b)periféricas não-genital e , (c)genital.As sobreviventes de cancro da mama podem sofrer transtornos complexos da excitação, secundarios a:
  • Dificuldades central biológicas.
    Quais são estas dificuldades?
    As dificuldades sexuais biológicas são causadas pela perda das hormonas sexuais, secundaria à menopausa iatrogénica ou natural, que pode piorar por depressão, ansiedade, tensão crónica e insónia, activada pelo diagnóstico de cancro. A frequência reduzida de sonhos eróticos, de fantasias e da excitação mental espontânea são frequentemente reportadas por pacientes com cancro da mama.

    Problemas com a excitação periférica não-genital podem ser também chamadas desordens de "alteração do tacto"

    Que causa estes transtornos?
    A erecção do mamilo pode reduzir-se tanto por uma sensibilidade mamária diminuida, secundaria à cirurgia, e inibição, pela vergonha que sentem algumas mulheres ao mostrar a mama operada. Um efeito negativo da perda das hormonas sexuais sobre a função de nervos periféricos levando a sensações distorsionadas (Parestesias) foi sugerido por alguns investigadores.

  • A excitção genitalsurge pela acção do Péptido Intestinal Vasoactivo, o neurotransmissor mais importante que "conduz" o desejo sexual em lubricação vaginal.

    Que efeito tem a falta de estrogenos sobre a excitação genital?
    * Sem estrogenos, a secura vaginal e a dispareunia são queixas de 35 a 45% das mulheres post menopausicas normais.
    * Os transtornos da excitação pre-existentes podem chegar a piorar devido à perda de estrogenos e à perda da libido a qual é referida por muitas mulheres referem após uma cirurgia da mama
    * O espasmo defensivo do músculo pubocoxigeo pode ser secundário à secura vaginal e dispareunia reduzindo-se assim a excitação genital devido à dor

    Que se pode fazer para melhorar a excitação sexual?
    * Prestar atenção à condição hipertónica do tecido pélvico secundaria à dispareunia é obrigatória em pacientes com cancro da mama
    * Aprender a relaxar o músculo elevador do anus
    * Auto-massajem com óleo medicado pode curar a dispareunia e os transtornos da exitação secundarios a um hipoestrogenismo que não podem ser tratados com estrogenos devido ao cancro da mama

    Que outros efeitos afectam a excitação sexual feminina?
    Os problemas vasculares foram recentemente confirmados como factores críticos dos problemas de excitação feminina.

    Que se pode fazer?
    Pacientes com cancro da mama, com uma boa libido persistente, e transtornos excitatórios vasculares podem ter uma melhoria clínica significativa com medicamentos vasoactivos como o sildenafilo, que não estará contraindicado em pacientes com cancro da mama. Estudos actuais analisaram como esta possibilidade pode efectivamente ser útil para as sobreviventes de cancro.

    Quantas pacientes de cancro da mama têm dificuldades em excitar-se sexualmente?
    Os estudos mostram que:
    * A dificuldade para se excitar sexualmente foi reportada em 61% das pacientes com cancro da mama
    * A dificuldade na lubrificação foi encontrada em 57% das pacientes.

    Curiosamente, os estudos também verificaram que as sobreviventes de cancro da mama obtêm uma recuperação máxima do trauma físico e psicológico do tratamento do cancro um ano depois da cirurgia. Uma piora gradual na qualidade da resposta sexual persiste até três anos após a cirurgia, reportando uma de duas mulheres uma piora significativa da sua vida sexual.

Ganz PA, Coscarelli A, Fred C et al
Breast cancer survivors: psychosocial concerns and quality of life
Breast Cancer Res Treat 38(2):183-99; 1996

Graziottin A. Castoldi E.
Sexuality and breast cancer : a review
In Studd J. The management of the Menopause.The Millennium Review, Parthenon Publishing, London, 201-20, 2000

ORGASMO

Quantas pacientes com cancro da mama têm dificuldades em alcançar um orgasmo?
Em pacientes com cancro da mama a dificuldade em alcançar um orgasmo é reportada a 55% das pacientes.
Os estudos mostraram também, que a habilidade para atingir um orgasmo através do coito tende a reduzir significativamente em mulheres que recebem quimioterapia ainda que a sua habilidade para atingir o orgasmo através de carícias não coitais não difira de outras mulheres.

Por que as pacientes com cancro da mama têm dificuldades em alcançar um orgasmo?
O efeito inibidor e doloroso da dyspareunia no orgasmo vaginal pode ser a explicação

SATISFAÇÃO

Como pode definir-se a satisfação?
Satisfação é uma palavra compreensiva e ao mesmo tempo evasiva. Inclui satisfação tanto física como emocional, que provavelmente deveriam ser consideradas separadamente.

O que explica uma redução na satisfação nas pacientes com cancro da mama?
A dor e uma experiência sexual decepcionante em general podem ser responsáveis pela satisfação reduzida significativamente reportada em sobreviventes de cancro da mama.

Schover LR, Yetman RJ, Tuason LJ et al
Partial mastectomy and breast reconstruction. A comparison of their effects on psychosocial adjustement, body image, and sexuality
Cancer 75(1):54-64; 1995

RELAÇÃO SEXUAL

  • A qualidade dos vínculos afectivos e especificamente das relações sexuais, tanto homo ou heterossexuais, é uma parte crítica da satisfação adulta humana.
  • Uma boa qualidade de intimidade emocional pode explicar porque 62% das pacientes com cancro da mama têm mais facilidade em discutir os seus problemas sexuais com o seu par durante a sua doença que com os seus médicos e psicólogos, a quem só 15% das pacientes com cancro da mama se atrevem a expressar abertamente as suas preocupações. Isto mostra o importante que uma boa preparação é para a paciente, para assim poder ser capaz de enfrentar com confiança o tema das relações sexuais durante uma consulta médica.
  • O diagnóstico de cancro é um factor de tensão tremendo para a relação do par e sobre a família.
  • As mulheres e casais jovens podem ser particularmente vulneráveis: os estudos indicam que as mulheres jovens sentem mais tensão emocional que as mulheres mais velhas.
  • Os maridos jovens apresentam mais problemas ao levar a cabo os papeis domésticos e são mais vulneráveis a vários stressantes vitais que os maridos mais velhos.
  • Q· Quando o cancro da mama é diagnosticado as exigências da doença são sobreimpostas sobre as exigências normais da família e isto pode ter um impacto diferente sobre as relações familiares dependendo da fase do ciclo vital familiar na altura em que é diagnosticado o cancro.

Que se passa com os aspectos físicos do problema sobre as relações sexuais? Como pode afectar o parceiro masculino?
  • A cirurgia da mama pode afectar a atracção física e reduzir a facilidade com o jogo mamário, ainda que isto seja difícil de admitir abertamente uma vez que parece chocante e/ou insensível.
  • A perda de estrogenos pode tornar também mais difícil a penetração devido à secura vaginal.
  • Uma deficiência eréctil pode ocorrer quando a secura por si mesma é um desafio para a qualidade da erecção, ou quando o par sente a secura vaginal como um sinal de rechazo ou de alguma maneira como uma indicação da "insensibilidade" das suas necessidades e aproximações sexuais.
  • A satisfação física e emocional masculina pode ser alterada quando o instinto está travado por dificuldades físicas e inquietações emocionais.
  • Uma ajuda mais balanceada deve ser também dada aos parceiros das pacientes com cancro da mama. Se estes temas não são formuladas espontaneamente pelos médicos durante a consulta, uma preparação cuidadosa de perguntas que são necessárias fazer sobre o papel do parceiro masculino para vencer os problemas físicos e emocionais.

Northouse LL
Breast cancer in younger women: effects on interpersonal and family relations
Monogr Natl cancer Inst 16:183-190; 1994

Haddad P, Pitceathly C, Maguire P 
Psychological morbidity in the partnersof cancer patients
Baider, L.  & Cooper, CL.(Eds) Cancer and the family. John Wiley & Sons, England UK 1996, 257-268



RESULTADOS ESTIMULANTES NOS SOBREVIVENTES DE CANCRO
Algumas pacientes apresentam um aumento da sua sexualidade apesar do dramático impacto emocional e físico dos tratamentos de cancro.

Quem são os pacientes que têm o melhor resultado em termos de supervivência, qualidade de vida e vida sexual, entre aquelas que têm o mesmo cancro e estadio, programa de tratamento e prognóstico geral?

Têm elas:
  • " Uma melhor compreensão das forças de adaptação?
  • " Melhores mecanismos de afrontamento?
  • " Uma forte rede de suporte?
  • " Estratégias de reabilitação particulares?
  • E/ou talvez, algumas, forças invisíveis e incontroláveis como a espiritualidade, esperança, fé e a habilidade para reavaliar os valores e prioridades, o significado de desfrutar da vida e da intimidade sexual quando um enfrenta reptos futuros...?

Nota final

O facto de que o ajuste geral e a qualidade de vida dos sobreviventes de cancro é positivo em médio em 70-80% dos casos não deve encobrir o facto de que isto é verdade para muitas áreas de CDV, excepto para satisfação e função sexual.
Encontrar um médico competente e que entenda, que pode ajudar não só a mulher, como também o parceiro a enfrentar melhor a tremenda tensão do cancro da mama, também do ponto de vista sexual é vital para não abandonar a intimidade sexual, que é uma parte crítica da CDV, particularmente em mulheres e parceiros jovens.

Ganz PA,Shag AC, Lee JJ et Al.
Breast conservation  versus mastectomy: is there a difference in psychological adjustment or quality of life in the year after surgery?
Cancer 69: 1729-1738,1992

Dorval M, Maunsell E, Deschenes L et alType of mastectomy and quality of life
for long term breast carcinoma survivors
Cancer 83:2130-8; 1998



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CANCRO GINECOLÓGICO - QUALIDADE DE VIDA & TEMAS SEXUAIS

SUAS PERGUNTAS SOBRE QUALIDADE DE VIDA E SEXUALIDADE DEPOIS DE:
  • Cancro cervical
  • Cancro endometrial
  • Cancro ovárico
  • Cancro vulvar
  • Cancros raros, como tumores tubáricos e cancro vaginal
  • Menopausa iatrogénica
  • Depressão e ansiedade
  • Feminidade e identidade sexual feminina
  • Função sexual feminina: libido, excitação sexual, orgasmo, satisfação
  • Relação sexual e de parelha
  • Desafios em sobreviventes de cancro


Palavras chave: cancro ginecológico; identidade sexual feminina; função sexual; relação sexual; desordens sexuais femininas (DSF); efeitos secundários da cirurgia, radio ou quimioterapia; infertilidade; menopausa iatrogénica.

O CANCRO CHEGOU A SER MAIS UMA DOENÇA CRÓNICA QUE FATAL. ESTA MUDANÇA POSITIVA NO PROGNÓSTICO DAS PACIENTES RESULTOU NUMA ÊNFASE AUMENTADA SOBRE OS TEMAS DE QUALIDADE DE VIDA (CDV), NA QUAL A SEXUALIDADE É UM ASPECTO PRIMORDIAL.

A seguinte informação foca-se nos factores biológicos que podem deteriorar a sexualidade feminina depois do diagnóstico e tratamento de um cancro ginecológico. Estes factores são desgraçadamente considerados menores em relação aos psico-sociais.

QUAIS SÃO OS CANCROS GINECOLÓGICOS?
  • Cervical, o qual implica a parte do útero que está dentro da vagina
  • Endometrial, o qual se origina na capa interna do útero, chamada endometrio
  • Ovárico, o qual surge dos ovários
  • Vulvar, originando-se dos tecidos dos genitais externos, ex. a vulva
  • Vaginal, é muito raro e surge da vagina
  • Tubárico, também é muito raro, originando-se nas trompas, chamadas "salpingo"


QUE EFEITO TEM O CANCRO GINECOLÓGICO SOBRE A FEMINIDADE?
Os cancros ginecológicos podem afectar os três domínios críticos da sexualidade feminina: a identidade sexual feminina, a função sexual e a relação sexual...

IDENTIDADE SEXUAL FEMININA
A identidade sexual feminina pode ser afectada de maneiras diferentes com o diagnóstico e tratamento do cancro ginecológico, dependendo de:
  • A idade no diagnóstico ( e de recorrências potenciais).
  • A idade é o primeiro factor biológico que pode modificar o resultado do diagnóstico e tratamento do Cancro Ginecológico, quando a sexualidade se considera como uma variável independente na avaliação da CDV.
  • O impacto do Diagnóstico e tratamento do Cancro Ginecológico está a piorar nas pacientes jovens, especialmente se a cirurgia radical, as consequências de uma quimioterapia sistémica adjunta e/ou uma radioterapia local reduzem mais as possibilidades biológicas de uma vida plena.


Andersen BL, Anderson B, de Prosse C
Controlled prospective longitudinal study of women with cancer: Sexual functioning outcomes

J Consult Clin
Psychol  1989; 75(6):683-91

Graziottin A.
Sexual function in women  with gynecologic cancer. A review

Italian Journal
of Gynecology and Obstetrics, 2001; 2: 61-68

tipo de cancro

  • Cancro Cervical
    Quem corre mais risco de cancro cervical?
    O cancro cervical verifica-se usualmente em mulheres de idade mediana (idade média de 51.5 anos), que está a aumentar em pacientes jovens: 15% das sobreviventes de cancro cervical são menores de 40 anos.

    Que tipo de tratamento é normalmente realizado?
    Nos tumores in situ ainda se realizam tratamentos conservadores (ex. Extrair só o útero com uma histerectomía "simples") e um seguimento muito próximo em pacientes jovens. Os tumores invasivos requerem uma anexohisterectomía radical, uma cirurgia mais ampla com o objectivo de remover todos os tecidos potencialmente interessados na invasão tumoral, incluindo a remoção dos parametrios regionais e dos nódulos linfáticos. Esta cirurgia radical causa uma menopausa prematura e um encurtamento significativo da vagina.

    A Terapia de Substituição Hormonal (TSH) ajuda a reduzir o impacto das modificações biológicas induzidas pelo tratamento?
    SIM.
    O uso imediato da terapia de substituição hormonal (TSH), pelo menos localmente, melhor sistémica, logo depois da cirurgia evitará os sintomas dramáticos agudos da menopausa prematura.


    A TSH reduz também a retracção vaginal, a secura vaginal e a involução vascular.
    Que efeitos biológicos tem a radioterapia?
    A radioterapia pélvica pode causar complicações vesiculares e rectais que podem deteriorar ainda mais o auto esquema sexual, a imagem corporal e a auto-confiança, já que a continenencia é um dos aspectos críticos da autonomia social e pessoal.

    Que outros problemas pessoais podem surgir com o diagnóstico de um cancro cervical e o tratamento requerido?
    • Devido à frequente etiología infecção PVH (Papilomavirus), este cancro pode agudizar-se com o temor de ser contagiosa para o seu parceiro.
    • Os sentimentos de culpa podem estender-se, tendo as suas raízes na vida sexual pessoal passada.
    • Noutros casos, sentimentos agressivos face ao parceiro considerado como responsável da infecção ( de a ter "apanhado") e o cancro subsequente podem dominar o quadro clínico.
    • O aconselhamento individual e de casal é crítica para enfrentar estes sentimentos que podem afectar as raízes afectivo-emocionais da libido e o compromisso de casal.

    Di Benedetto P, Graziottin A.
    Piacere e dolore
    Atti del Sesto Congresso SIMFER, Trieste, Libreria Goliardica Editrice, Trieste, 1997

    Andersen BL, Anderson B, de Prosse C
    Controlled prospective longitudinal study of women with cancer: I. Sexual functioning outcomes
    J Consult Clin
    Psychol  1989; 75(6):683-91

    Graziottin A.
    Sexual function in women  with gynecologic cancer. A review

    Italian Journal of Gynecology and Obstetrics, 2001; 2: 61-68



  • 2. CANCRO DO ENDOMETRIO
    Quem corre mais risco de um cancro do endometrio?
    O cancro do endometrio é típico dos anos post menopáusicos, com um pico à volta dos 60. As mulheres obesas têm um alto risco de desenvolver um cancro endometrial. Os tecidos gordos produzem um estrogeno, a "estrona", a partir de uma modificação dos androgenos. A altas doses estes estrogenos podem causar desde proliferação endometrial até um cancro.

    Que classe de tratamento é o que se realiza normalmente?
    Quando se diagnostica em estados prematuros, requer uma anexohisterectomía simples, ex. a extracção do útero

    Como se sentem as mulheres quando se lhes diagnostica um cancro do endometrio?
    Os sentimentos subjectivos são dominados em geral pelo alívio de uma cirurgia curativa, numa etapa da vida quando a maioria das tarefas e as metas da mulher - particularmente a de ter filhos - já foram cumpridas.

    Ao contrário de crenças gerais, um número significativo de pacientes "mais velhas" ainda tem uma vida sexual activa. A timidez, reserva, privacidade, vergonha e as inibições culturais não deveriam tornar mais difícil para este grupo de idade, principalmente às maiores de 65, o falar abertamente deste tema, que merece ser reconhecido objectivamente e atendido apropriadamente.

    Por isso tenha a coragem de discutir estes temas sexuais com o seu médico para manter uma vida plena ainda depois de se ter curado de um cancro ginecológico!

  • 3. CANCRO DO OVARIO
    Quem corre maior risco de cancro do ovário?
    Há principalmente dois grupos de idade de risco. O grupo menor é durante a segunda década da vida. O grupo maior é nos anos menopáusicos.

    Que impacto tem esta doença sobre a qualidade de vida e a feminidade?
    O impacto sobre a CDV e a feminidade está dramaticamente determinado pela agressividade da doença e dos tratamentos necessários.

    A perda de peso, por falta de apetite devido à doença em si e/ou pela quimioterapia até uma anorexia franca, o aumento da circunferência abdominal, alterações na função intestinal, dor abdominal persistente podem afectar todos os níveis da energia vital, a qualidade de vida e alterar profundamente a expressão física do amor.

    Alopecia, anorexia, perda de peso, mais o impacto da menopausa podem todos afectar a imagem corporal, a auto-percepção, e a auto-confiança estética.

    Que tipo de tratamento se realiza normalmente?
    Os cancros tipo disgerminoma, típicos de mulheres jovens, admitem algumas vezes uma cirurgia conservadora monolateral, ou ovariectomía bilateral com conservação do útero. Deixar o útero, quando é possível oncológicamente, é importante para sentir períodos com a terapia de substituição hormonal (TSH) e uma gravidez potencial através da ovodoação de um óvulo para ser fertilizado, de uma mulher dadora saudável.

  • 4. Tumores das Trompas
    Os tumores das trompas são raros. São similares aos tumores ováricos e por isso se considerarão juntos.

  • 5. Cancro vulvar
    Quem corre maior risco de cancro vulvar?
    As lesões pre-cancerosas ( neoplasia intraepitelial vulvar, NIV, normalmente relacionada com o PVH, infecção Papilomavirus) têm um pico nas mulheres jovens. O cancro invasivo aparece normalmente nos anos post menopáusicos.

    Que tipo de tratamento se realiza normalmente?
    As lesões pre-cancerosas são normalmente tratadas com tratamentos mais conservadores (com laser de CO2, 5-FU) que não obstante podem causar consequências tanto físicas como sexuais num número significativo de pacientes devido aos efeitos secundários potenciais da cirurgia com laser. As pacientes com cancro invasivo podem sofrer uma vulvectomía radical.

  • 6. CANCRO VAGINAL
    É um tumor raro, mais frequentemente derivado de um processo carcinogenético induzido durante a gravidez. A sua forma mais frequente é o adenocarcinoma de células claras, secundário ao uso prolongado durante a gravidez de dietiestilbestrol. Esta hormona era usada como antiabortivo nos anos cinquenta. O seu uso foi completamente abandonado.

NOTA :

Em pacientes com cancros Ginecológicos, o impacto a curto prazo sobre a qualidade de vida depende do tipo de cirurgia realizada :

Histerectomía Vs Anexohisterectomía Vs Cirurgia Radical

eE da necessidade ou não de radio ou quimioterapia adjunta, ou de tratamento radical versus conservador da vulva Em pacientes com cancro Ginecológico, o

impacto a longo prazo sobre a qualidade de vida depende de:

  • Ausência de recorrências
  • A saúde psicológica geral feminina
  • Satisfação com as suas relações e sua vida sexual prévia
  • A extensão da cirurgia pélvica


Menopausa iatrogénica:

Que é a menopausa iatrogénica?
A menopausa iatrogénica é uma menopausa anticipada causada por um tratamento médico.

Quais os tratamentos que pode levar a uma menopausa iatrogénica?
A ovariectomía bilateral priva a mulher da possibilidade de ser mãe, a menos que se aceite uma ovodoação, sendo um factor angustiante em pacientes jovens. Causa também uma perda tanto dos estrogenos e androgenos, levando ao tão conhecido chamado ("síndrome de deficiência de androgenos feminina"(SDAF)).

Quimioterapia Sistémica, uma vez que este tratamento pode destruir os folículos do ovário.

Radioterapia pélvica, ex. focada sobre a área genital, que pode danificar os ovarios.

Qual a causa do Síndrome de Deficiência de Androgenos Feminino?
Pode determinar:
  • Perda da libido
  • Assertividade reduzida
  • Energia vital baixa
  • Perda do pelo púbico
  • Massa muscular reduzida

Todas estas alterações podem ferir simbólica e psicológicamente a sensualidade e o atractivo sexual, levando a uma auto percepção de ser defeituosa, o danificada, principalmente se a radioterapia causou um estreitamento e eucurtamento doloroso da vagina, piorando ou evitando a relação sexual e o prazer coital.

Que efeito posterior pode ter a quimioterapia sobre a identidade sexual feminina?
A sexualidade também pode ser bastante afectada após a quimioterapia, normalmente combinada com cirurgia para os cancros do ovário, pelo seu impacto geral sobre o bem estar (fadiga, caída do cabelo, alterações no peso, náusea e diarreia, depressão secundaria e ansiedade)

Que se pode fazer para diminuir o impacto da menopausa?
Excepto para o cancro endometrial, a TSH, com androgenos em casos seleccionados, pode reduzir tanto o impacto da menopausa como o da cicatrização após a radioterapia.

Depressão e ansiedade

Há uma reacção face ao tratamento do cancro ginecológico por si mesmo e às complicações secundarias (ex. após a diarreia induzida-radiação ou as desordens intestinais, quando persistem após a radioterapia) pode afectar ainda mais a percepção erótica, a auto estima e o auto-esquema sexual.

FUNÇÃO SEXUAL FEMININA
LIBIDO
As dimensões biológicas, afectivo-emocionais e cognitivas da libido, ex. o desejo sexual pode ser afectado diferentemente pelo tratamento do cancro ginecológico.

  • As raízes biológicas da libido dependem principalmente das hormonas sexuais, as quais são necessárias mas não suficientes para manter o desejo sexual satisfatório.
    Que se passa com a libido quando há uma perda das hormonas sexuais?
    A perda dos estrogenos, secundaria a uma ovariectomía ou a menopausa espontânea, pode reduzir a libido, principalmente através de um efeito secundario mediado pela secura vaginal e a dispareunia, que pioram após uma radioterapia.

    Os androgenos têm um papel claramente excitatório, tanto nas mulheres como nos homens. A perda dos andrgenos ováricos após a ovariectomía pode levar ao SDAF.

    Que se pode fazer para melhorar a falta de libido?
    A suplementação de androgenos melhora a libido, a excitação, a assertividade e o bem estar nas pacientes ovariectomizadas. Com excepção do grupo de adenocarcinoma, que requer uma decisão individual, a TSH com estrogenos e androgenos está indicada nestas pacientes.

    A TSH pode melhorar a libido tanto directa como indirectamente, ao aliviar as complicações rectais, vesiculares e vaginais.

  • Aspectos afectivo-emocional e cognitivo da libido podem modular ainda mais o quadro clínico ao afectar:
    • O impacto negativo que a cirurgia ginecológica tem sobre a auto-imagem
    • Auto-estima
    • la percezione stessa di essere un oggetto di desiderio sessuale;
    • A auto percepção de ser um objecto de desejo sexual


Sands R. Studd J
Exogenous androgens in postmenopausal years
AmJ Med 1995; 98:76-79

Graziottin A.
Sexual function in women  with gynecologic cancer. A review

Italian Journal
of Gynecology and Obstetrics, 2001; 2: 61-68

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Última actualização: 05/09/2003