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Área genital e Incontinencia

autor:
B. Phipps
Clinical Nurse Specialist
Última Revisão: 26/02/2003

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Os problemas da bexiga e da vagina são muito comuns na mulher pósmenopáusica. Há um artigo que diz: "passados 15 - 20 anos do começo da menopausa, todas as mulheres terão um problema urinário ou vaginal ou mesmo ambos". Infelizmente, há muitas mulheres que começam logo a ter problemas nesta zona. Algumas mulheres manifestam sintomas vaginais e/ou vesicais ainda antes da sua última menstruação, enquanto outras só têm estes problemas poucos meses ou anos depois da menopausa.

Estes problemas geralmente diminuem a qualidade de vida da mulher. A gravidade destes problemas pode ser tanta que lhe produz stress, o qual pode repercutir na sua relação com os seus parceiros.

Embora estes problemas sejam comuns e stressantes, há que recordar também que as terapias disponíveis para melhorar estes sintomas são limitadas.

Quando se faz o diagnóstico, o tratamento deveria estar dirigido aos sintomas individuais mais que a uma "cura". A prevenção, quando possível, é a melhor maneira de encarar os potenciais sintomas vaginais e urinários que possam surgir após a menopausa.

A razão pela qual ocorrem problemas similares tanto na vagina como na bexiga da mulher menopáusica, deve-se ao facto de que durante o desenvolvimento no útero materno, tanto o tecido vaginal como o tecido da parte inferior do tracto urinário, provirem das mesmas células. Estas células respondem positivamente à presença de estrogéneos que as mantêm saudáveis, enquanto que ocorre o oposto, e por exemplo as células deterioram-se, quando não há estrogéneos, que é a sequência normal de eventos uma vez que chega a menopausa. Todavia, com as alterações hormonais menos dramáticas que ocorrem em cada ciclo menstrual, muitas pessoas podem dar-se conta de sintomas, especialmente urinários, em certas alturas do mês.

Normalmente, a deterioração típica do tecido urinário, devido a uma deficiência de estrogéneos, fará com que a mulher tenha certos sintomas. Estes sintomas geralmente reflectem uma resposta em termos de irritação dos tecidos pouco saudáveis perante a presença de urina. De uma maneira geral, as mulheres queixam-se de ter de urinar com mais frequência, e muitas vezes necessitam de se levantar a meio da noite para urinar. Quando sentem a necessidade de urinar, esta pode ser frequentemente acompanhada de uma sensação de urgência. Por vezes referem ter dores ao urinar. Expressões comuns deste incómodo são que a urina queima ou que arde.

Estes sintomas também se sentem quando há uma infecção urinária. Consequentemente, as infecções urinárias são mais comuns num tecido urinário que não esteja tão saudável como era antes. Como tal, é importante que a presença de qualquer infecção seja eliminada por exames adequados.

Muitas mulheres têm também incontinência urinária de esforço, ou seja, quando têm perda de urina ao tossir, espirrar ou rir. Embora não se pense que este problema seja causado pelo facto de se estar na menopausa, o facto de haver menos estrogéneos pode agravar este tipo de problema.

Num estudo de mulheres de uma clínica de menopausa, 20% das mulheres referiam urgência severa e 50% delas, incontinência de esforço.

A deterioração observada nos tecidos vaginais como resultado da deficiência de estrogéneos, ao ser menopáusica, pode produzir diversos sintomas de incómodo vaginal tais como sensações tipo queimadura, secura, inflamação, comichão, infecções recorrentes como candida, e dor durante as relações sexuais. Algumas mulheres terão sangrado,o que pode ocorrer com o coito ou durante a realização de uma citologia de rotina, ou até por nenhuma razão. A prevalência destes sintomas na mulher pósmenopáusica é alta. Um estudo com mulheres de 61 anos mostrou que 35% delas tinham sintomas vaginais.



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Última actualização: 05/09/2003