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autor:
A. Milewicz
Endocrinologist
Última Revisão: 26/02/2003
O tema sobre o uso de TSH em mulheres com cancro da mama cria muitas preocupações e parece que até agora há uma falta de provas suficientes para formular dados baseados na evidência (MBE), procedimentos "standard de ouro". Procedimentos standard devem incluir a mamografia anual e introduzir terapias alternativas com a intenção de prevenir a deficiência de estrogéneos.
A alternativa ao uso de estrogéneos em mulheres que sobreviveram ao cancro da mama deve estar baseada na avaliação do risco individual.
Os agentes que reduzem os níveis de colesterol, chamados inibidores da reductasa do HGM-CoA ou estatinas, permitem obter o objectivo primário fundamental na prevenção da doença cardíaca. Em comparação com os estrogéneos, as estatinas reduzem mais potentemente os níveis de colesterol e têm uma actividade protectora do endotelio.
Em estudos randomizados prospectivos diminuem o número de novos incidentes cardiovasculares em 30%. É necessário saber que o efeito cardioprotector dos estrogéneos é o resultado tanto da descida no nível dos lípidos e de uma acção vascular directa.
Tendo em conta os factores de risco para osteopenia é necessário realizar densitometrias para poder fazer uma avaliação quantitativa da massa óssea. O valor de massa óssea (T-score) menor de -2.5 permite diagnosticar uma osteoporose e as pacientes devem ser tratadas com métodos convencionais. Crê-se que os bifosfonatos têm o mesmo potencial de antireabsorção que os estrogéneos. O raloxifeno é eficaz na prevenção e tratamento da osteoporose em mulheres com uma massa óssea diminuída, deve ser considerada como o tratamento de eleição. No caso de algum sintoma incómodo por deficiência de estrogéneo deve considerar-se a opção da tibolona.
Cerca de metade das mulheres pósmenopáusicas têm uma transformação atrófica e inflamatória do sistema genitourinario. Podem ser úteis os agentes vaginais lubrificantes que libertam hormonas na vagina sem nenhum efeito sistémico, como os cremes que contêm estriol.
A aplicação de placebo reduz o número e a intensidade dos afrontamentos em cerca de 25%. A clonidina e em menor escala a vitamina E produzem mais reduções que o placebo, mas são menos eficazes que os estrogéneos. Por outro lado o acetato de megestrol na dose de 40 mg por dia parece ter igual efeito que os estrogéneos. Os efeitos a longo prazo da terapia com acetato de megestrol não se conhecem.
Nos últimos tempos deu-se importância ao uso de anti-depressivos para combater os sintomas vasomotores. O venlafaxina, mitrazepina e a fluoxetina provaram a sua utilidade na terapia desta patologia.
De acordo com vários estudos com fitoestrogéneos em forma de cápsulas de soja com 20 mg/d de isoflavonas, diminui-se significativamente a incidência de afrontamentos. Num subgrupo de mulheres com uma terapia por cancro da mama têm ainda sérios problemas pela deficiência de estrogéneos e fazer-lhes terapia de substituição hormonal pode ser considerado. Recomendações do consenso da conferência da Boar´s Head Inn sobre o tratamento dos sintomas por deficiência de estrogéneos em mulheres que sobrevivem a um cancro da mama são as seguintes: "Em mulheres que tiveram um diagnóstico estabelecido de cancro da mama, devemos procurar outras intervenções antes de considerar o uso de estrogéneos. Quando o estrogéneo se usa como último recurso, deve ser usado na dose mais baixa, pelo período mais curto de tempo após uma completa discussão sobre os riscos potenciais sobre os resultados do cancro da mama. Quando se considera o uso de estrogéneos, o papel da mulher informada que tomará a decisão final deve ser aceite pelo médico".
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